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O pão já não mata fome



A alegada escassez da farinha de trigo resulta em panificadoras fechadas há um mês e, em vez do pão com leite, a um prato de arroz ao pequeno-almoço. Os preços subiram, o pão já não ajuda a passar o dia.



Assim como todos os produtos da cesta básica que têm vindo a sofrer aumentos de preço constantes, o pão, uma das principais presenças na alimentação dos angolanos, principalmente para os luandenses, está cada vez mais caro. Nos mercados e diferentes padarias existentes em vários bairros de Luanda, o pão pequeno, de 60 gramas, que custava Kz 10, está agora entre os Kz 30 a Kz 50, enquanto que o cacete, que antes custava Kz 30, está a ser vendido a valores que variam entre os Kz 75 e os Kz 100.

No Food Lovers, um dos mini-mercados localizado no Talatona, o preço varia entre os Kz 110 e os Kz 500. Com estes valores, as dificuldades das famílias neste tempo de crise só continuam a aumentar, pois uma boa parte das pessoas faz apenas duas refeições por dia, isto é, o pequeno-almoço e o jantar. O pão era o que ia matando a fome durante o dia.



Nos últimos dias, ao invés do habitual chá com pão, os pais estão a dar aos filhos como mata-bicho, arroz, mandioca, batata doce ou mesmo funge. Tudo isso por causa do alto preço do alimento feito à base de farinha de trigo.
Mas para as crianças de Luanda, por exemplo, comer pão ao pequeno-almoço é “sagrado”. Quando não comem o pão, trocado por um prato do arroz, alegam não ter tomado o mata-bicho, como explica a Angelina Inácio, proprietária de uma panificadora num dos bairros de Luanda.

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