Sonangol pediu empréstimo de USD mil milhões em 2015
A dívida líquida da empresa ascendia, em 31 de Dezembro de 2015, a USD 7,48 mil milhões.
A Sonangol teve de recorrer a um empréstimo de USD 1.000 milhões junto do britânico Standard Chartered Bank para financiar projectos e despesas operacionais durante o ano de 2015.
A informação consta do mais recente Relatório e Contas da Sonangol, que até agora não tinha sido divulgado e ao qual a agência Lusa teve hoje acesso.
O empréstimo, que entrou nas contas da Sonangol com o equivalente a Kz 125.783 milhões (à taxa de câmbio da altura), é a 60 meses e foi feito num ano de fortes dificuldades financeiras da petrolífera, decorrentes da quebra para metade nas receitas com a exportação de crude.
Contudo, o próprio documento admite que face à “situação patrimonial e desempenho consolidado do grupo Sonangol”, tendo em conta os resultados de 2015, “não foi possível cumprir na íntegra os convénios financeiros exigidos” nos acordos de crédito, como os rácios de endividamento.
“A empresa tem em curso um amplo programa interno de reformas com vista a redução do endividamento, do custeio operacional e optimização das suas operações para mitigar e inverter a situação nos exercícios seguintes”, lê-se no documento, sobre as contas de 2015.
Este empréstimo junta-se a outras operações anteriores entre o SCB e a Sonangol – USD 3,5 mil milhões em dois empréstimos a 84 meses concedidos em 2014 – e é justificada no documento face à “necessidade de um reforço” para “financiar” os “projectos de capitais estruturantes e outras despesas operacionais” do grupo estatal do sector petrolífero.
O relatório e contas refere que a dívida líquida da Sonangol ascendia, em 31 de Dezembro de 2015, a Kz 1,238 biliões (USD 7,48 mil milhões), valor superior em Kz 357.256 milhões (USD 2,09 mil milhões) em relação ao período homólogo do ano anterior.
A dívida de longo prazo representava 76 por cento do endividamento total da Sonangol no final de 2015.
A petrolífera fechou o exercício de 2015 com activos de Kz 6,346 biliões (USD 38,3 mil milhões) e um capital próprio total de Kz 2,529 biliões (USD 15,3 mil milhões), incluindo Kz 47.168 milhões (USD 285 milhões) de resultados líquidos positivos.
A petrolífera anunciou em Fevereiro passado os primeiros indicadores do exercício de 2015, nomeadamente a queda de 34 por cento na receita, face a 2014, registando igualmente uma descida dos lucros na ordem dos 45 por cento, atribuíveis principalmente à queda do preço do petróleo.


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