AFW arranca com casa cheia e muita alegria nos desfiles
Um dos destaques foi o desfile de Teresa Costa, que propôs uma reflexão sobre a identidade racial e o conceito de beleza para a mulher africana.
A alegria nos desfiles parece ser o ponto forte da 17ª edição da Angola Fashion Week, que arrancou ontem no Centro Cultural Paz Flor, com casa cheia e colecções quase totalmente voltadas para o público feminino.
Um dos grandes destaques da noite foi o desfile da estilista Teresa Costa, que propôs uma reflexão sobre a identidade racial e o conceito de beleza para a mulher africana.
“Como mulher negra cresci com essa dificuldade relacionada ao cabelo. Então fiz um estudo sobre o porquê da mulher negra vai em busca disso para se sentir mais feminina e aumentar a auto-estima e as indústrias que estão a beneficiar-se disso e quis transferir isso para o tecido”, referiu. “O que é ser uma mulher feminina, uma mulher bonita?”, pergunta a estilista. “A gente é muito questionada em relação a ter o cabelo comprido ou curto e foi por causa disso que quis apresentar esta colecção”, contou a criadora da marca Farruska.
Natural de Luanda, é a primeira vez que Teresa Costa apresenta uma colecção na Angola Fashion Week e ainda por cima a abrir a semana de moda angolana. O seu desfile mostrou modelos trajando peças em branco e preto e enormes perucas ao estilo black power.
“Esse é meu primeiro trabalho e espero continuar e fazer trabalhos maiores e melhores, mas todos ligados com a nossa realidade. Quero ir sempre em busca de uma situação social para expor a minha marca”, disse.
A noite começou com a apresentação da colecção idealizada pelos 16 jovens criadores da Angola Fashion School – escola de moda cujo objectivo é ensinar jovens a conceber, desenvolver, realizar e a montar uma colecção. O desfile, em que sobressaíram os tons de castanho e branco, contou com o reforço da top model Maria Borges.
A valorização da diferença foi outro ponto alto do desfile da AFS com modelos albinos, deficientes, além dos veteranos Marisa Gonçalves, Ny Silva e do brasileiro Denison Luz. Os jovens mostraram que estavam ali para serem profissionais e mostram 25 peças muito aplaudidas pelo público.





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