Presidente quer evitar que crise do petróleo se repita nos diamantes
José Eduardo dos Santos pede medidas para o sector evitar o “contágio do preço do petróleo”.
O presidente José Eduardo dos Santos considera “aceitável” a actual cotação dos diamantes no mercado internacional, mas defende medidas para assegurar a estabilidade e evitar quebras bruscas nos preços, como aconteceu com o barril de crude.
A posição está expressa numa nota enviada hoje à imprensa pela Casa Civil do Presidente da República, referindo-se à reunião mantida ontem, em Luanda, com Ahmed Bin Sulayem, actual presidente do Processo Kimberley e presidente executivo da Dubai Multi Commodities Center (DMCC), a maior zona franca dos Emirados Árabes Unidos, que congrega cerca de 12.000 empresas.
Segundo a mesma informação, o chefe de Estado salientou que os diamantes “estão com uma cotação aceitável no mercado internacional”, tendo solicitado ao dirigente daquela entidade internacional que tente travar o negócio dos diamantes de sangue para “ajudar a assegurar a estabilidade do seu preço”.
“Evitando-se que ocorra sobre o preço dos diamantes o contágio do preço do petróleo, nomeadamente a sua drástica redução e alta volatilidade”, lê-se na nota.
No encontro de Luanda, Ahmed Bin Sulayem fez questão de salientar o apoio determinante de Angola à reintegração da Venezuela como membro do Processo Kimberley.
Os diamantes são o segundo produto de exportação nacional, depois do petróleo, e a exportação de 743.961 quilates em Maio, segundo dados da Administração Geral Tributária compilados hoje pela Lusa, traduziu-se em vendas globais no valor de USD 76,4 milhões e um encaixe fiscal de Kz 1.083 milhões (USD 6,5 milhões).
O país vendeu no mês de Maio, em média, cada quilate por USD 102,71 dólares, uma descida face aos USD 120,95 dólares de Abril.

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